No segundo turno das eleições em São Paulo, duas eleitoras foram impedidas de votar devido a falhas no sistema da Justiça Eleitoral, que indicaram que seus votos já haviam sido registrados.
As situações ocorreram em Campinas e São Vicente, onde as eleitoras contestaram a informação e ressaltaram que não haviam votado no primeiro turno.
Neli Maria Marchiori Dal Gallo, de 62 anos, e Letícia Reis, de 29 anos, experimentaram essa frustração em suas seções eleitorais, revelando a insegurança gerada pelo sistema.

Casos de Neli Maria Marchiori Dal Gallo e Letícia Reis
Duas eleitoras em São Paulo relataram problemas graves devido a falhas no sistema eleitoral que as impediram de votar no segundo turno das eleições, realizado no dia 25. Neli Maria Marchiori Dal Gallo, de 62 anos, estava na Escola Municipal Orlando Carpino, em Campinas, quando foi informada de que seu voto já havia sido contabilizado. Ela contestou essa informação, alegando que não havia votado no primeiro turno.
Outro caso registrado foi o de Letícia Reis, de 29 anos, que passou pela mesma situação em São Vicente, na Creche Municipal Jean Pierre dos Santos Molina. Letícia declarou que havia votado no primeiro turno, mas ao apresentar-se na seção eleitoral, foi surpreendida ao descobrir que seu voto também constava como já registrado.
Problemas na seção eleitoral de Campinas
No caso de Neli, a documentação relacionada à votação mostrou que não havia assinatura dela nos registros de votação, e não existiam comprovantes que indicassem sua participação em ambas as etapas do processo eleitoral. Além disso, não foram encontrados eleitores com nomes semelhantes na mesma seção que pudessem explicar a confusão.
A situação levantou questões sobre a confiabilidade do sistema eleitoral, especialmente em um momento em que a participação e confiança no processo são cruciais. As medidas necessárias para resolver o problema estão sendo aguardadas, uma vez que a Justiça Eleitoral lidou com a reclamação e prometeu a apuração dos casos. Essa insegurança foi notada também por outros eleitores, como Mara Sueli da Silva, de 58 anos, que enfrentou dificuldades semelhantes na Escola Professor Antonio Alves Aranha, em Valinhos. Ela recebeu a informação de que já havia um voto registrado em seu nome e foi orientada a registrar um boletim de ocorrência.
Inseguranças no sistema eleitoral em São Vicente
A situação de Letícia Reis culminou em um documento que ela precisou levar para o cartório eleitoral, além de ser instruída a registrar um boletim de ocorrência. Em ambos os casos, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) reconheceu as ocorrências e afirmou que uma investigação seria realizada para apurar as falhas no sistema eleitoral. Tais incidentes revelam potencialmente a fragilidade do sistema que, em vez de garantir a integridade do voto, acaba gerando mal-entendidos que podem comprometer a confiança pública nas eleições.

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