Jordy critica decisão de Zanin como interferência judicial

No último domingo, 25, o deputado federal Carlos Jordy e o empresário Pablo Marçal criticaram a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação do segundo turno das eleições presidenciais.

Críticas à prorrogação da votação

No último domingo, 25, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e o empresário Pablo Marçal manifestaram críticas à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação do segundo turno das eleições presidenciais. Essa medida foi considerada inusitada pelos críticos, que alegaram que a prorrogação poderia tumultuar o processo eleitoral.

Durante suas declarações, Jordy aludiu à atuação do STF em questões eleitorais, afirmando que a decisão de Zanin não apenas desrespeitou a autoridade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas também evidenciou uma interferência do Judiciário no decorrer das eleições. Para o deputado, essa ação demonstrou uma conivência entre o governo e alguns ministros do Supremo.

interferência do Judiciário

Interferência do Judiciário nas eleições

Jordy não hesitou em afirmar que a prorrogação era uma tentativa de reverter um resultado já esperado das urnas, declarando: “É mais uma interferência do Judiciário, dos ministros que são aliados de Lula, para tentar reverter o que é irreversível”. O deputado destacou que Zanin havia atuado anteriormente como advogado de Lula, o que, em sua visão, comprometeria a imparcialidade da decisão do STF.

Por outro lado, Pablo Marçal criticou a forma como a prorrogação foi anunciada, mencionando que esta ocorreu às 17h04, após o tempo previsto para o encerramento das votações. Para Marçal, essa medida poderia ser vista como uma supressão de instância, manifestando descontentamento com a atuação do Judiciário. Ele acrescentou que a decisão deveria ter sido mais rigorosa, focando em verificar as seções eleitorais que estavam ainda operando após o horário previsto de fechamento.

Apesar das críticas à extensão do horário de votação, Marçal também reconheceu a importância de garantir o direito de voto a eleitores que tivesse dificuldades de transporte devido a problemas relatados. Ele defendeu uma avaliação apurada sobre qual seriam as seções que realmente precisavam de prorrogação, mas se opôs a uma ampliação generalizada da medida.

A polêmica levantada pela prorrogação também trouxe à tona a questão da legitimidade do processo eleitoral, especialmente sobre a possibilidade de uma eventual resistência de Lula em reconhecer uma derrota, fato que Marçal considerou típico de “todo mau perdedor”. O clima de desconfiança e as acusações mútiplas refletem um momento tenso na política brasileira, suscitado pela interferência do Judiciário em um processo que deveria, segundo os críticos, ser exclusivamente administrado pela Justiça Eleitoral.