Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na segunda-feira (26) que não tinha intenção de deixar o Brasil e prometeu liderar a oposição ao governo Lula.
No entanto, menos de 24 horas após essas declarações, ele fugiu do país, direcionando-se possivelmente para os Estados Unidos depois de passar pela Argentina.
A sua saída ocorreu em meio a investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master e a uma ordem do STF que proibia sua viagem ao exterior.

Esse episódio levanta questões sobre o cumprimento das determinações judiciais, além de ser mais um capítulo de contradições nas declarações do senador.
Promessas de permanência e fuga inesperada
Menos de 24 horas separaram a declaração de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua permanência no Brasil da sua saída do país. Na segunda-feira, 26 de outubro, o senador afirmou que nunca pensou em deixar o Brasil e que cumpriria uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para liderar a oposição ao governo Lula. Porém, na mesma noite, ele deixou o território brasileiro, conforme apuração do ICL Notícias.
A fuga de Flávio Bolsonaro não foi um ato isolado. Nos últimos meses, suas declarações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, o financiamento de um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro, e suas viagens de avião geraram controvérsias, sendo frequentemente rebatidas por documentos e registros financeiros.
Contradições em declarações sobre investigações
Após a derrota nas eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro havia prometido respeitar o resultado, mas logo anunciou que pediria a anulação do pleito, além de defender a cassação da chapa vitoriosa. Um levantamento do site Aos Fatos identificou pelo menos 43 declarações enganosas do senador relacionadas ao escândalo do Banco Master e a Vorcaro, que se tornaram ainda mais problemáticas após a fuga.
Flávio também foi intimado enquanto visitava seu pai em prisão domiciliar e declarou que iria cumprir a determinação judicial. Entretanto, não entregou seus passaportes dentro do prazo estipulado e acabou fugindo para a Argentina, com intenção de continuar para os Estados Unidos. Sua saída contrasta com suas afirmações de que “nunca pensou em sair do país”.
O silêncio da Polícia Federal quanto ao registro formal da sua saída e as investigações em torno de suas transações financeiras tornam a situação do senador Flávio Bolsonaro ainda mais complicada, gerando especulações sobre as verdadeiras motivações por trás de sua fuga.

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