O Parlamento da Groenlândia ratificou um acordo de segurança com os EUA e a Dinamarca, aprovado com 16 votos a favor e sete abstenções.
Esse acordo, assinado em Nova York em 22 de setembro, amplia a presença militar norte-americana na ilha, reafirmando a soberania da Dinamarca.
A ratificação ocorre em um contexto de intensificação das relações de defesa após declarações do ex-presidente Donald Trump sobre o território groenlandês.

O documento autoriza a criação de novas bases militares, respeitando a comunidade local e suas atividades tradicionais.
Acordo de segurança e soberania dinamarquesa
O Parlamento da Groenlândia ratificou no dia 3 de novembro um acordo de segurança com os Estados Unidos e a Dinamarca, com uma votação de 16 votos a favor e sete abstenções. Este acordo, assinado em 22 de setembro, expande a presença militar dos EUA na Groenlândia, ao mesmo tempo que reafirma a soberania dinamarquesa e o direito dos groenlandeses à autodeterminação. O acordo é uma atualização dos termos de cooperação de defesa entre os três países, visando reforçar a segurança no Ártico e no Atlântico Norte.
A ratificação deste acordo ocorre após meses de declarações do ex-presidente Donald Trump sobre a possibilidade de os EUA assumirem o controle da Groenlândia, um território autônomo do Reino da Dinamarca, reconhecido por sua localização estratégica na região do Ártico.
Novas bases e infraestrutura militar
O acordo de segurança Groenlândia EUA permite a implantação de novas áreas de defesa em locais como Narsarsuaq e Mestersvig, além da modernização da Base Espacial de Pituffik. As disposições do acordo garantem também o aumento do acesso a militares, aeronaves e embarcações norte-americanas ao território groenlandês, respeitando, na medida do possível, as atividades tradicionais da população local, como a pesca e a caça.
Além disso, o texto inclui restrições à presença de militarização de nações que não fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e limita investimentos de países fora da Otan e da União Europeia em setores considerados sensíveis à segurança da Groenlândia.
Processo legislativo e críticas da oposição
A aprovação do parlamento na Groenlândia não concluiu o processo de ratificação, uma vez que o acordo deve ser analisado e votado pelo Parlamento da Dinamarca, que iniciará essa discussão em 11 de novembro e votará em 19 de novembro. O documento só entrará em vigor após a finalização dos trâmites legislativos necessários por ambos os governos.
Durante as discussões, o partido de oposição Naleraq manifestou preocupações sobre a falta de garantias de benefícios econômicos diretos para a população. Eles argumentaram que seria necessário assegurar recursos financeiros e oportunidades para as empresas locais como parte do acordo de segurança Groenlândia EUA. Ao mesmo tempo, o acordo reafirma a soberania da Dinamarca e o direito dos groenlandeses de decidir sobre seu futuro.

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